Dizem que somente idiotas respondem a uma pergunta com outra, mas o que seria do verde se todos gostassem do amarelo? No caso das cores, elas são manifestações diferentes de ondas. Mas e os caminhos? Também não seriam manifestações diferentes? Acredito que sim.
Religião vem do latim religare, ligar novamente, reconectar. Pressupõe uma perda de conecção, uma ruptura. Da nossa parte da linha, o que é mais óbvio. Acredito que é como se estivéssemos esquecido a senha de uma poupança aberta para nós em nosso nascimento.
Se tratando de Magia, devemos medir com precisão as palavras e seus significados e acredito que para nós, o sentido de religião seja outro, próximo talvez ao da palavra retorno.
Magia então seria o conjunto de manifestações de retorno a fonte primária. Energia primordial. Seria a luz branca vinda da longínqua estrela e que atravessa o prisma e se converte em várias manifestações.
Voltando aos caminhos, muitos escolhem a magia porque é mais simples. (?) Outros tantos escolhem a magia porque é legal, (!?) ou porque é mais fácil. Será que ainda tem gente que escolhe trilhar o caminho da magia por estes motivos? Outros tantos escolhem o caminho da magia “por acaso” ou são “escolhidos” por ela. Pouco importa, o que importa na verdade é que muitos destes que trilham o caminho, desistem ou chegam perto disto como eu. Uns na metade, outros logo nas primeiras dificuldades. A magia é o caminho, assim como o caminho é a magia. A magia é tudo, assim como tudo é magia.
Para sermos bons bruxos, magos, ou escolham o termo que mais lhe convier, temos que estar sempre atentos a este caminho. Pois este caminho somos nós. O sentido não está nas nossas escolhas, mas o que fazemos de nossas escolhas. Não gostaria de citar exemplos, mas por vezes se faz necessário. Se enganamos alguém através de nossas atitudes mágicas ou cotidianas (que também são mágicas), saibamos que estamos enganando primeiro e principalmente a nós mesmos e tudo tem uma consequência.
Por vezes temos a sensação de estarmos andando em círculos e somente nos livramos desta sensação quando adquirimos a certeza sobre este fato. Mas de antemão proclamo. Na maioria das vezes estará andando em círculos e temos que retirar o aprendizado desta lição. As montanhas mais íngremes tem de ser subidas desta forma e se caminhamos diretamente para a luz podemos antes nos cegar. Lembremo-nos sempre de que círculos unidos formam uma espiral, que muito bem pode e deve ser de ascensão.
Os vários caminhos que temos que percorrer são parte do todo. O que não podemos é blasfemar contra as
PEDRAS que nos dão acento ou contra a chuva que abaixa a poeira da estrada. Se prestarmos atenção, agora falando diretamente das religiões, todas tem suas funções sociais, todos somos irmãos, todos somos guerreiros e aliados, lutando contra o ostracismo para que todos possamos evoluir. O que não pode acontecer é confundirmos nossos aliados com nossos inimigos. Você sabe contra quem está lutando? Eu te respondo, contra você! E não contra evangélicos, católicos, satanistas, budistas, judeus, xiitas ou sunitas.
Livre-arbítrio é escolher a forma mais correta, sem saber o que é certo ou errado. E escolher o melhor caminho, sabendo que todos darão no mesmo lugar. O apelido dele é bom-senso.
Paulo Garcez (profpgf) – http://profpgf.vila.bol.com.br