Papus

GÉRARD ANACLET VINCENT ENCAUSSE, o médico que tornou-se famoso no meio ocultista sob o pseudônimo de PAPUS, nasceu no dia 13 de julho de 1865, em Corunã-Espanha, as sete horas da manhã, sendo filho de pai francês, o químico Louis Encausse, e mãe espanhola, de origem cigana, a senhora Irene Perez. O jovem Gérard criou-se, assim, em um ambiente favorável a um futuro estudante de Alquimia e de Tarot.

Em 1869 a família Encausse veio estabelecer-se em Paris, no bairro Montmartre, onde Papus iniciou seus estudos, primeiro no Colégio Rollin, depois aos 17 anos, na Faculdade de Medicina de Paris. Ainda jovem, dedicou-se nas horas vagas ao Ocultismo; enquanto seus colegas preocupavam-se com os problemas políticos da Europa e em percorrer todos os autores da Ciência Oficial, Papus passava suas tardes na Biblioteca nacional de Paris ou na Biblioteca do Arsenal estudando os autores clássicos da Alquimia e da Cabala, tomando notas dos principais manuscritos tão zelosamente guardados há séculos nessas preciosas bibliotecas.

Papus teria sido iniciado por Henri Delaage em 1882, segundo ele mesmo nos diz, na Sociedade dos Filósofos Desconhecidos, ordem que teria sido fundada por Louis Claude de Saint-Martin no século XVIII, na França. Com 17 anos de idade, o jovem Papus passou a destacar-se no seio do Grupo que passou a integrar, pela seriedade com que procurava as chaves da Iniciação.

Em 1887, aos 22 anos, escreveu sua primeira obra, denominada O Ocultismo Contemporâneo. Seu Tratado Elementar da Ciência Oculta(1), no ano seguinte, alcançou grande SUCESSO em vários países e proporcionou a seu autor grande liderança no meio ocultista parisiense. Fundou, em 1889, o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (Gidee), transformado mais tarde em Escola Hermética, destinada a divulgar a espiritualidade e a combater o materialismo, igualmente, as revistas A Iniciação e Véu de Isis, órgãos de divulgação do Ocultismo, planetas que giravam em torno do centro irradiante de dinamismo, que era o Iniciador Papus.

Trabalhou como externo nos hospitais de Paris e não abandonou o exercício da medicina. Em 1894 defendeu sua tese de medicina, intitulada A Anatomia Filosófica e Suas Divisões, recebendo o título de Doutor em Medicina, com elogios. Sua obra posterior, "Compêndio de Fisiologia Sintética", foi igualmente muito elogiada nos meios acadêmicos.

Ao defender sua tese, Papus confessou-se um iniciante na arte de curar, pois vislumbrava as possibilidades do Ocultismo. Como Paracelso, percorreu vários países da Europa, estudando todas as medicinas, a oficial, a dos curandeiros e a homeopatia, aprendendo uma série de procedimentos desconhecidos dos médicos tradicionais.

Praticou a alopatia, a homeopatia e a hipnose, realizando curas consideradas extraordinárias por seus biógrafos. É o caso da senhora ricamente vestida, conta-nos Phaneg, que entrou em seu consultório com ares de descrença. Papus sem que ela falasse e após ter chamado sua atenção pela falta de fé no médico em presença, diagnosticou seu mal e falou de sua precária situação financeira. A senhora ficou maravilhada pelas revelações que ouvia e pela nevralgia subitamente desaparecida. Papus não lhe cobrou a consulta, porque aquela era seu último "louis".(2)

Muitas vezes Papus, para efetuar o diagnóstico, observava em primeiro lugar o astral do doente, depois o curava misteriosamente, apelando à força vital-mãe, fonte de equilíbrio. Ele classificava, assim as doenças, como sendo do Corpo, do Astral e do Espírito. As doenças do Corpo (como febres, traumatismos) podem, segundo Papus, ser curadas pela medicina dos contrários; as doenças do Astral (como tuberculose e o câncer) podem ser tratadas pela homeopatia e o magnetismo; e as doenças do Espírito (como epilepsia, histeria e loucura) podem ser tratadas pela oração e pela magia, desde que o mal não seja Cármico (dívida ESPIRITUAL a ser paga pelo doente). Assim, Papus praticava seguidamente a Medicina Oculta, curando à distância, agindo sobre a urina, o sangue e o cabelo do paciente. Contam que Papus realizava diagnósticos insólitos, agindo pelos dons de clarividência e de clariaudiência.

No Umbral do Mistério, Stanislas de Guaita escreve que Papus, "jovem médico dos mais eruditos e fecundos, converteu-se em dupla personalidade: conquistou a notoriedade sob dois nomes diferentes. Suas obras de anatomia e de fisiologia receberam apenas a subscrição de Gérard Encausse. Seus Tratados de magia arvoram um outro nome".

"Cabeça enciclopédica e pena infatigável, saudemos este jovem iniciado que disfarça ou, diríamos, que desfigura o lastimável pseudônimo de Papus. É mister, seguramente, que os seus livros testemunhem uma superioridade assaz transcendente, para que se possa perdoar sua etiqueta! Fato é que os amadores da teosofia pronunciam o nome de Papus sem esboçar qualquer sorriso mas, isto sim, com admiração e apreço. Passando pelas brochuras já em número considerável, que têm vigorosamente contribuído para a difusão das ciências esotéricas, mencionaremos tão-somente as obras Ocultismo Contemporâneo (Carré, 1887, in 8º), O Sepher Yetsirah (Carré, 1888, in-8º) e a PEDRA Filosofal (Carré, 1889, in-12, frontispício)".

"Convém lembrar que Papus publicava, desde 1888, o seu "Tratado Elementar de Ciência Oculta" (Carré, in-12, com figuras). Trata-se da primeira obra metódica em que se acham resumidos com clareza, agrupados e sintetizados com maestria todos os dados primordiais do Esoterismo. Este livro excelente, que enfoca a aplicação dos métodos experimentais de nossas ciências ao estudo dos fenômenos mágicos, e ademais, uma ação boa e meritória: os próprios estudantes adiantados podem recorrer a ela com segurança, como ao mais sábios dos gramáticos. Mas, Papus acaba de firmar para sempre a sua reputação de Adepto através da aparição de uma monumental obra atinente ao Tarot (3). Em nosso entender, não exageramos ao asseverar que este livro, em que se acha revelada, até às profundezas, a lei ondulatória do ternário universal, constitui, no sentido mais alto do termo, uma Chave absoluta das Ciências Ocultas".

Seu pseudônimo "Papus" foi retirado do Nuctameron de Apolônio de Tiana e significa o "médico da primeira hora", aquele que não mede sacrifícios para atender seus semelhantes.

Papus consagrou-se ao estudo da Luz Astral e de sua influência sobre as doenças e sobre sua terapêutica, tal como ensinava Paracelso um dos pais da Medicina. O papel da mente e suas relações com o Plano Astral e o Homem. Durante longos anos dirigiu suas pesquisas sobre os fenômenos hipnóticos, espíritas, parapsicológicos, exteriorização da sensibilidade e do magnetismo. Fundou a Escola de Magnetismo de Lyon, tendo o Mestre Philippe de Lyon como seu Diretor.

Seus estudos dos Corpo Astral e do Plano Astral não tinham como objetivo apenas a CURA do Corpo, mas, principalmente, a CURA da Alma, isto é, sua terapia pela iniciação. Fez da famosa divisa do Templo de Delfos "Conhece-te a ti mesmo que conhecerás o Universo e os Deuses" o seu lema de trabalho iniciático e profissional. Estudou profundamente a Antigüidade egípcia e os mistérios gregos e romanos, concluindo que entre eles a Ciência e a Iniciação estavam intimamente associadas.

A Escola Hermética, que tinha como professores famosos ocultistas da época, tais como Stanislas de Guaita, Sedir, Barlet, Peladan, Chamuel, Marc Haven, Maurice Barrès (academia francesa) Victor-Emile Michelet, entre outros, tinha como objetivo recrutar membros para as sociedades iniciáticas dirigidas por Papus (Ordem Martinista) e por Stanislas de Guaita (Ordem Cabalística da Rosa-Cruz) que ainda existem hoje em pleno vigor, através de cursos, conferências, pesquisas ocultistas e publicações. Ensinavam o Hebraico, a Cabala, o Tarot, a Astrologia, a História Oculta, a Magia, a Medicina Oculta, focalizando principalmente seu aspecto menos velado e mais científico. Papus é tido como o divulgador do Ocultismo Científico de Louis Lucas, que se baseia na Analogia, método que procura explicar o Invisível por inferência, a partir do Visível.

Papus teve como Mestre Intelectual o Marquês Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre e como Mestre Espiritual, como ele próprio afirmava, o "Mestre Philippe de Lyon", a partir de 1887 e 1897, respectivamente. Teve no seu companheiro Stanislas de Guaita um incentivador de primeira grandeza, discípulo póstumos todos os dois de Eliphas Levi, Fabre d´Olivet, Saint Martin e Jacob Böehme, cujas obras sabiam praticamente de cor.

Praticava a Cabala Prática(4),juntamente com seus principais companheiros, com a qual procurava o aperfeiçoamento ESPIRITUAL até chegar ao conhecimento da Divindade. O Adepto deve conhecer toda a teoria da Magia, dizia Papus, os materiais usados pelos magos, os perigos da Magia que enfrentam os praticantes temerários, a chave da magia negra, as ciladas do inimigo invisível, o controle das paixões, a eliminação dos vícios, se o Iniciado desejar, sinceramente, tornar-se um Mestre e obter a Salvação.

Sua vida foi uma ação constante em todos os planos, lutando contra o materialismo e o ateísmo e divulgando a espiritualidade. A lembrança do duelo com Jules Blois, que tinha desacatado fortemente a Stanislas de Guaita, ficou gravado na memória de todos os inimigos de Papus. Quando Jules Blois dirigia-se em um fiacre para o local designado para o combate, os cavalos assustaram-se com a aparição súbita de um vulto e empinaram-se, derrubando por TERRA Jules Blois e sua comitiva. Assim, Jules Blois chegou à presença de Papus com dor de cabeça e cambaleante. O duelo começou, sem muito entusiasmo, Papus procurando, dizem seus biógrafos, não ferir gravemente seu opositor. Este recebeu um pequeno ferimento no ombro e a luta teve fim. Papus cumpriu sua obrigação de médico, socorrendo seu adversário e a inimizade terminou.

Papus visitou a Rússia três vezes, sendo recebido pelo imperador. Em 1914 foi a Guerra como capitão-médico, onde contraiu tuberculose. Faleceu em 25 de outubro de 1916, aos 51 anos de idade. Seu corpo repousa no cemitério de Père Lachaise, em Paris, na divisão 93.

"Imitemos esse Iniciador, disse-nos Sedir, que desejou não ser mais do que um amigo para nós e que foi bastante forte ao ponto de nos esconder suas dores e seus desgostos sob um perpétuo sorriso. Enxuguemos nossas lágrimas; elas o reteriam nas sombras; regozijemo-nos, como ele próprio há três dias o fez, por rever finalmente face à face o Todo Poderoso Terapeuta, o autêntico Pastor das Almas, o Amigo Eterno, o Bem Amado de quem ele foi Eterno, o Bem Amado de quem ele foi o fiel servidor".

"Digamos, juntos a Gérard Encausse, um até logo vibrante; demos a ele, por nossas boas vontades doravante indefectíveis, a única recompensa digna de tão longas penas que ele suportou por nós"(5).

Papus foi sem dúvida alguma um grande Mestre ocultista, destacando-se por sua realização: escreveu mais de 160 títulos, entre livros, artigos, conferências, abordando tanto a medicina como o ocultismo. Os livros principais foram publicados em sua juventude, como o Tratado Elementar de Ciências Oculta (23 anos), o Tarot dos Boêmios (24 anos), o Tratado Metódico de Ciência Oculta (26 anos), a Cabala (27 anos), o Tratado Elementar de Magia Prática (28 anos).

Para seus companheiros de adeptado, suas obras principais foram o Tarot dos Boêmios, o Tratado Metódico de Ciência Oculta e o Tratado Elementar de Magia Prática. São Três "dos mais belos livros e dos mais fundamentais para o estudo do Ocultismo aparecidos após os de Eliphas Levi, Louis Lucas e Saint-Yves d´Alveydre" (Stanislas de Guaita em No Umbral do Mistério (4).

Como ilustração de sua obra literária, apresentamos a seguir a lista alfabética de suas principais publicações ocultistas:


Obra deixada por Gérard Encausse (Papus)


Livros e Brochuras

001. Gérard Encausse, Hypothèses, Paris, Coccoz, 1884

002. Papus, l occultisme contemporain, Paris, Carré, 1887

003. Papus, le Sepher Jesirah, Tours, imprimerie Arrault, 1887 (extrait du Lotus). Réédition, Paris, Carré, 1889

004. Papus, les Disciples de la science occulte : Fabre d Olivet et Saint- Yves d Alveydre, Paris, Carré, 1888 (extrait du Lotus)

005. Papus, Traité élémentaire de science occulte, mettant chacun à même de comprendre et d expliquer les théories et les symboles employés par les anciens, par les alchimistes, les francs-maçons, etc., Paris, Carré, 1888

006. Papus, la Légende d Hiram, Paris, Carré, 1889 (extrait du Lotus)

007. Gérard Encausse, les Écoles homéopathiques, Paris, 1889

008. Papus, les Doctrines théosophiques, les Sept principes de l Homme au point de vue scientifique, Paris, Conférence de la " Société Théosophique Hermès ", 1889 (extrait de la Revue théosophique)

009. Papus Clef absolue des sciences occultes : le Tarot des bohémiens, le plus ancien livre du monde, Paris, Carré, 1889.

010. Papus, la Pierre philosophale, preuves irréfutables de son existence, Paris, Carré, 1889.

011. Gérard Encausse, La Trousse médicale de diagnostic et d urgence, feuillet publicitaire, 1889

012. Papus, Bibliographie raisonnée de la science occulte, Paris, Librairie du merveilleux, 1890

013. Papus, l Occultisme, Paris, Librairie du magnétisme, 1890

014. Papus, le Spiritisme, Paris, Librairie du magnétisme, 1890

015. Papus, la Science secrète, En collaboration avec Barlet, E. Nus, le Dr Ferran, Lejay et S. de Guaïta, Paris, 1890

016. Papus, Considérations sur les phénomènes du spiritisme, rapports de l hypnotisme et du spiritisme, nouvelles règles pratiques pour la formation des médiums, influence du périsprit dans la production des phénomènes spirites, Paris, Librairie des sciences psychologiques, 1890

017. Papus, le Groupe indépendant d études ésotériques, Paris, Chamuel, 1891

018. Luys et Encausse, Du Transfert à distance à l aide d une couronne de fer aimanté, d états névropathiques variés d un sujet à l état de veille sur un sujet à l état hypnotique, Clermont (Oise), imprimerie Daix frères, 1891 (extrait des Annales de psychiatrie et d hypnologie, mai 1891)

019. Gérard Encausse, Essai de physiologie synthétique, Paris, Carré, 1891.

020. Papus, l Affaire de la Société théosophique, Paris, 1891

021. Papus, Traité méthodique de science occulte, lettre-préface d Adolphe Franck, Paris, Carré, 1891.

022. Papus, Bibliographie méthodique de la science occulte (livres modernes), étude critique des principaux ouvrages, par un groupe d occultistes, sous la direction de Papus, Paris, Chamuel, 1892 (extrait du Bulletin trimestriel de la Librairie du merveilleux).

023. Papus, la Science des mages et ses applications théoriques et pratiques, petit résumé de l occultisme entièrement inédit, Paris, Chamuel, 1892.

024. Traité synthétique de chiromancie, Paris, Carré, 1892. - Repris dans les Arts divinatoires, Nouvelle édition revue et considérablement augmentée, Paris, Dangles, 1947

025. Papus, la Kabbale (tradition secrète de l Occident) résumé méthodique, précédé d une lettre d Adolphe Franck, Paris, Carré, 1892. - Réédition sous le titre de la Cabbale, avec une étude par Saint Yves d Alveydre, seconde édition considérablement augmentée, renfermant de nouveaux textes de Levain, Eliphas Lévi, Stanislas de Guaïta, Dr Marc Haven, Sédir, J. Jacob, Saïr, et une traduction complète du Sepher Jetzirah, suivi de la réimpression partielle d un traité cabalistique du Chevalier Drach, Paris, Chacornac, 1903.

026. Papus et Chaboseau, Petit glossaire des principaux termes techniques couramment employés dans les livres et revues traitant d occultisme, de théosophie, de kabbale, de franc-maçonnerie, de spiritisme, etc., Paris, Carré, 1892

027. Papus, Peut-on envoûter ? Etude historique, anecdotique et critique sur les plus récents travaux concernant l envoûtement, Paris, Chamuel, 1893

028. Gérard Encausse, De l expérimentation dans l étude de l hypnotisme à propos des prétendues expériences de contrôle de M. Hart, de Londres, Clermont (Oise), imprimerie Daix frères, 1893 (extrait des Annales de psychiatrie et d hypnologie, fév. 1893)

029. Papus, Traité élémentaire de magie pratique, Adaptation, réalisation, théorie de la magie, Paris, Chamuel, 1893. - Seconde édition revue et augmentée, Paris, Chacornac, 1906

030. Papus, Anarchie, indolence et synarchie, les Lois physiologiques d organisation sociale et l ésotérisme, Paris, Chamuel, 1894

031. Délius et Papus, Anatomie et physiologie de l orchestre, Paris, Chamuel, 1894

032. * Papus, Le Plan astral, l état de trouble et l évolution posthume de l être humain, Paris, Chamuel, 1894

033. Gérard Encausse, L Anatomie philosophique et ses divisions, précédée d un essai de classification méthodique des sciences anatomiques, Paris, Chamuel, 1894

034. Gérard Encausse, Annuaire de l homéopathie, Paris, Chamuel, 1894

035. Papus, De l état des sociétés secrètes à l époque de la révolution française, Paris, Chamuel, 1894

036. Dr Gérard Encausse, l Absorption cutanée des médicaments d après le système de Louis Encausse, inventeur, Paris, Chamuel, 1894.

037. Papus, la Doctrine d Eliphas Lévi, Paris, Chamuel, 1894. Repris en préface à Eliphas Lévi, le Livre des splendeurs, Paris

038. Papus, la Dosimétrie, Paris, 1895

039. Papus, l Illuminisme en France : Martines de Pasqually, sa vie, ses pratiques magiques, son oeuvre, ses disciples, suivis des catéchismes des élus coens, d après des documents entièrement inédits, Paris, Chamuel, 1895

040. Papus, le Diable et l occultisme, réponse aux publications "satanistes ", Paris, Chamuel, 1895

041. Papus, l Esotérisme du Pater Noster, Paris, 1895. Repris dans Ce que deviennent nos morts, Paris, La Sirène, 1918

042. Papus, les Arts divinatoires, Paris, Chamuel, 1895. Nouvelle édition, revue et considérablement augmentée, Paris, Dangles, 1947

043. Papus, le Cas de la voyante de la rue de Paradis d après la tradition et la magie, Paris, Editions de l Initiation, 1896

044. Papus, Lumière invisible, médiumnité et magie, Paris, Editions de l Initiation, 1896

045. Papus, la maison hantée de Valence en brie, étude critique et historique du phénomène, Paris, Editions de l Initiation, 1896

046. Papus, Premiers éléments de chiromancie, renfermant, en une série de leçons didactiques, la chirognomonie, la chiromancie physique et astrologique; ouvrage précédé de la réédition du Traité synthétique de chiromancie, Paris, Chacornac, 1896.

047. Papus, les Rayons invisibles et les dernières expériences d Eusapia devant l occultisme, Tours, imprimerie Arrault, 1896

048. Papus, Catholicisme, satanisme et occultisme, Paris, Chamuel, 1897

049. Papus, la Magie et l hypnose, recueil de faits et d expériences justifiant et prouvant les enseignements de l occultisme, Paris, Chamuel, 1897

050. Papus, Traitement externe et psychique des maladies nerveuses, aimants et couronnes magnétiques, miroirs, traitement diététique, hypnotisme, suggestion, transferts, Paris, Chamuel, 1897

051. Dr Papus, l Ame humaine avant la naissance et après la mort, constitution de l homme et de l univers, clef des évangiles, initiation évangélique d après Pistis Sophia, Paris, Chamuel, 1898.

052. Dr Gérard Encausse, Du traitement de l obésité locale, Paris, Chamuel, 1898

053. Dr Gérard Encausse, Considérations sur la thérapeutique de la tuberculose, Paris, Chamuel, 1898

054. Dr Papus, Premiers éléments de lecture de la langue sanscrite (caractères devanagari), Paris, Chamuel, 1898. Nouvelle édition, revue et considérablement augmentée, Paris, Dorbon, 1913

055. Dr Gérard Encausse, Mémento des principales découvertes anatomiques (sans nom d auteur), Paris, Carré, 1898

056. Papus, Distinctions et rapprochements entre le spiritisme et l occultisme, Rapport présenté au Congrès Spiritualiste de Londres, Paris, 1898

057. Papus, Martinésisme, Willermosisme, Martinisme et Franc-maçonnerie, avec un résumé de l histoire de la franc-maçonnerie en France, de sa création à nos jours, et une analyse nouvelle de tous les grades de l écossisme, Paris, Chamuel, 1899

058. Dr Gérard Encausse, la Thérapeutique de la tuberculose, à propos d une expérience récente, Paris, Chamuel, 1899

059. Congrès international de psychologie, Paris, Editions de l Initiation, 1900

060. Papus, les Aissaouhas à l Exposition de 1900, Paris, 1900

061. Papus, Un Train en 1950, Paris, 1900

062. Papus, Qu est-ce que l occultisme ? Etude philosophique et critique, Paris, Chamuel, 1900. Seconde édition, Paris, Chacornac, 1905. Nouvelle édition revue et augmentée, Paris, Leymarie, 1929.

063. Dr Papus, Comment est constitué l être humain, Paris, Chamuel, 1900

064. Papus, l Enseignement méthodique de l occultisme, Paris, Ollendorf, 1901

065. Papus, l Occulte à l Exposition, Paris, Editions de l Initiation, 1901

066. Gérard Encausse, l Occultisme et le spiritualisme, exposé des doctrines philosophiques et des adaptations de l occultisme, Paris, Alcan, 1902

067. Gérard Encausse, la Bicyclette grosse routière, Paris, Chacornac, 1902

068. Niet (Papus et J. Carrère), La Russie aujourd hui, Paris, Juven, 1902

069. Papus, l Illuminisme en France: Louis-Claude de Saint-Martin, Paris, Chacornac, 1902

070. Papus, Conférences ésotériques, Paris, Durville, 1908. Repris dans Traité élémentaire d occultisme et d astrologie, Paris, Dangles, 1936

071. Papus, Compte rendu du Congrès spiritualiste et du Convent maçonnique spiritualiste ; en collaboration avec Phaneg, Bosc, Jounet, Durville, Heibling, Paris, 1908

072. Papus, le Livre de la chance bonne ou mauvaise, Paris, Librairie des publications populaires, 1908. Réédition, Paris, Durville, 1909

073. Papus, Appareils électriques enregistreurs destinés à l étude des sujets et médiums, Paris, 1909

074. Papus, le Tarot divinatoire, Paris, Librairie hermétique, 1909.

075. Papus, Exposé complet du symbolisme, des doctrines et des traditions martinistes, Paris, 1910. (prononcé à l occasion de l inauguration de la loge martiniste Velléda)

076. Papus, Pour combattre l envoûtement, Paris, Durville, 1910. Réédition, Paris, Durville 1925. Réédition sous le titre de l Envoûtement, Paris, Durville, 1935

077. Papus, Précis de physiologie synthétique, Paris, Durville, 1910

078. Papus, Premiers éléments d astrosophie, Cours professé à l Ecole des sciences hermétiques, 1er trimestre 1910, Paris, Publications de l Ecole hermétique, 1910. Repris dans les Arts divinatoires, Nouvelle édition revue et considérablement augmentée, Paris, Chamuel, 1947

079. Papus, Ce que dort savoir un maître maçon, Paris, Ficher, 1910

080. Papus, le Conflit russo-japonais et les nombres magnétiques, Paris, 1912

081. Papus, Premiers éléments de lecture de la langue égyptienne, Paris, Dorbon, 1912

082. Papus, la Réincarnation, Paris, Dorbon, 1912. Réédition, Paris Adyar, 1926. Troisième édition revue et considérablement augmentée, Paris, Dangles, 1945

083. Papus, Rituel de l Ordre Martiniste, en collaboration avec Teder, Paris, Dorbon aîné, 1913

084. Papus, Premiers éléments de lecture de la langue hébraïque, Paris, Dorbon, 1913

085. Papus, Premiers éléments de morphologie humaine, Paris, Chacornac, 1913

086. Papus, Premiers éléments d expérimentation psychique, Paris, Editions de Mystéria, 1913

087. Papus, Premiers éléments d homéopathie pratique, Paris, Éditions de Mystéria, 1913

088. Papus, la Fraude et les médiums, Paris, 1913

089. Papus, la Lutte contre les épidémies dans l armée, Rapport officiel aux autorités militaires, Paris, 1914

090. Papus, le Médecin d ambulance d infanterie, Rapport officiel au Service de santé, 1914

093. Papus, Organisation générale du Service de santé, Rapport officiel au Service de santé, 1914

094. Papus, Comment faire un bon mariage, Paris, Éditions de Mystéria, Paris, 1914. Repris dans les Arts divinatoires, Paris, Dangles, 1947

095. Papus, Et la voix disait, Paris, Dorbon, 1915

096. Papus, Ce que deviennent nos morts, Paris, La Sirène, 1918

097. Papus, Initiation astrologique, Paris, La Sirène, 1920. Repris dans Traité élémentaire d occultisme et d astrologie, Paris, Dangles, 1936

098. Papus, le Faust de Gothe, Paris, Chacornac, 1921

099. Papus, la Pensée, son mécanisme et son action, Nice, Éditions du sphinx, 1921. Repris dans la Réincarnation, troisième édition revue et considérablement augmentée, Paris, Dangles, 1945

100. Papus, A.B.C. illustré d occultisme, Paris, Dorbon, 1922

101. Papus, l Occultisme, Paris, Durville, s. d. (13 p.)

102. Papus, Traité méthodique de magie pratique, Paris, Chacornac, 1924

103. Papus, la Science des nombres, Paris, Chacornac, 1934

104. Papus, Traité élémentaire d occultisme et d astrologie, Paris, Dangles, 1936

Almanaques


105. L Almanach du magiste, 1895-1896, Paris, Chamuel, 1895

106. L Almanach du magiste, 1896-1897, Paris, Chamuel, 1896

107. L Almanach du magiste, 1897-1898, Paris, Chamuel, 1897

108. L Almanach du magiste, 1898-1899, Paris, Chamuel, 1898

109. L Almanach de la chance pour 1905, Paris, 1905

110. L Almanach de la chance pour 1906, Paris, 1906

111. L Almanach de la chance pour 1907, Paris, 1907

112. L Almanach de la chance pour 1908, Paris, 1908

113. L Almanach de la chance pour 1909, Paris, Librairie hermétique, 1909

114. L Almanach de la chance et de la vie mystérieuse. Année 1910. Publié sous la direction de Papus et de Donato, Paris, Librairie Hermétique, 1910


Revistas


L Initiation, Revue philosophique indépendante publiée sous la direction de Papus, 1888 à 1912

Le voile d Isis, Organe hebdomadaire du Groupe Indépendant d Études Ésotériques, 1890 à 1898, puis 1905 à 1909

La Plume, numéro spécial intitulé la Magie, sous la direction de Papus, 1892

The Rising sun, a monthly review, n° l, Paris, 1892

L Initiateur, sous la direction de l Ordre martiniste, 1904 à 1905

L Hiram, sous la direction de Papus, 1907 à 1910

Lumière d Orient, revue mensuelle, Paris, septembre et octobre 1892

Mystéria, Revue mensuelle d études initiatiques, ayant fait suite à L Initiation, 1913-1914

Les Prophéties du mois, revue mensuelle, Paris, Dorbon, novembre 1915 juin 1916

La Thérapeutique intégrale, sous la direction du Dr Gérard Encausse, de 1897 à 1914


Arquivos


Fonds Papus de la Bibliothèque Municipale de Lyon (Fonds Papus Bibliothèque Municipale de

Lyon) répertoriées par Amadou, revue l initiation

Fonds Papus de Marie-Sophie André

Obras Consagradas à PAPUS

Phaneg (Georges Descormiers), Papus, Paris, Chacornac, 1909

Philippe Encausse, Papus, sa vie, son oeuvre, Paris, éd. Pythagore, 1932

Philippe Encausse, Sciences occultes ou 25 ans d ésotérisme occidental, Papus, sa vie, son ouvre, Paris, O.C.I.A., 1949

Philippe Encausse, Papus, le " Balzac de l occultisme ", Paris, Belfond, 1979.


Notas


1- Publicado em português, sob o título Tratado de Ciências Ocultas, pela Ed. Três, Coleção Planeta nº 8 e 9, São Paulo, 1973.
2- Antiga moeda francesa, de ouro valendo 20 francos.
3- Papus. "Le Tarot des Bohémiens". Paris Ed. Dangles, s/d ("Papus, continua Guaita, publicou, após a 2º edição do Umbral do Mistério em 1890, dois grandes volumes, onde a mais alta doutrina formula-se numa linguagem luminosa e precisa: Traité Méthodique de Scien- ce Oculta (l891) e Traité Elémentaire de Magie Pratique (1894)". "O Tarô dos Boemios" foi publicado pela Sociedade das Ciências Antigas em 1985.
4- Guaita, Stanislas. "No Umbral do Mistério". "No Umbral do Mistério" foi publicada pela Sociedade das Ciências Antigas em 1992.
5- Discurso de Paul Sédir junto ao túmulo de Papus, por ocasião de seu enterro.
6- A presente tradução baseia-se na edição de 1903 (3º edição), revista e ampliada por Papus, contendo trabalhos dos cabalistas Stanislas de Guaita (falecido em 1897). Eliphas Levi, Lenain, Marc Haven, Sedir, Jacob, Sair e uma tradução completa do Sepher Yetzirah seguida de uma reimpressão parcial de um tratado cabalístico do Cav. Drach.


Fonte: Origem Desconhecida! Família do Old Religion.

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