Nasceu em Lyon em 10/07/1730, morreu na mesma cidade em 20/05/1824, era filho de Claude e Caterin Willermoz, comerciante da cidade. Devido às necessidades da família foi obrigado a deixar os estudos aos 12 anos de idade para ajudar seu pai nos negócios, três anos mais tarde ingressou como aprendiz numa loja especializada no comércio de sedas.
Tendo aprendido a profissão, instalou-se, aos 24 anos, por conta própria, produzindo e comercializando sedas. Havia sido iniciado na Maçonaria aos 20 anos de idade, dois anos depois já era venerável da Loja, no ano seguinte, 1753, fundou sua própria Loja Maçônica, A PERFEITA AMIZADE, a qual teve um rápido desenvolvimento realizando estudos ocultistas e principalmente a alquimia.
Willermoz permaneceu Venerável dessa Loja durante 8 anos, dedicava parte de seus recursos a obras de caridade junto à comunidade, para o profano, era tido como um homem sério, honesto, enriquecido pelo trabalho com o comércio de sedas, cristão e freqüentador da Igreja; pelos seus discípulos era admirado pela sua cordialidade e pela grande dedicação aos trabalhos maçônicos.
Na própria família, outros membros se interessaram pelo ocultismo: sua irmã mais velha, Claudine (Madame Provensal), seus irmãos Antoine e Pierre-Jaques, seu sobrinho Jean Baptiste Willermoz Neveu.
No meio ocultista era admirado pela solidez de seus conhecimentos que eram praticados juntamente com um pequeno grupo de esoteristas, escolhidos criteriosamente no seio da Maçonaria.
Durante sua longa existência, Willermoz manteve correspondência com os principais ocultistas de sua época: Martinez de Pasqually, Saint Martin, Joseph de Maistre, Savalette de Lange, Brunswick, Saint Germain, Cagliostro, Dom Pernety, Salzman e outros ocultistas alemães, franceses, ingleses, italianos, dinamarqueses, suecos e russos.
Em 21 de novembro de 1756, sua Loja filiou-se à Grande Loja da França, com a evolução dos trabalhos, Willermoz fundou uma Obediência, composta por 3 Lojas, tornou-se o primeiro Grão Mestre da Grande Loja dos Mestres Regulares de Lyon. Em 1760 as 3 Lojas contavam com 62 membros: A Perfeita Amizade: 30 membros, A Amizade: 20 membros, Os Verdadeiros Amigos:12 membros. Foi eleito presidente da Grande Loja dos Mestres Regulares de Lyon, em 04/05/1760, o irmão Grandon, recebeu do Conde de Clermont, o reconhecimento da Grande Loja da França e também o direito de ocultar os Altos Graus Escoceses.
Willermoz elegeu-se Grão Mestre da Grande Loja de Lyon em 1761 e 1762 mas não aceitou a renovação de seu mandato em 1763 para que pudesse dedicar-se mais à parte oculta. Em 1763 fundou, juntamente com seu irmão Pierre-Jacques, o Capítulo dos Cavaleiros da Águia Negra, nele, entraram os irmãos mais instruídos das Lojas de Lyon. As reuniões eram secretas para evitar a curiosidade dos demais irmãos, a admissão de novos membros foi fechada, estudavam particularmente o simbolismo e a importância dos diversos níveis e os catecismos dos diferentes graus e sistemas maçônicos.
Willermoz e seus companheiros não aprovavam os graus de vingança contidos em muitos sistemas maçônicos, com relação aos exterminadores da Ordem do Templo em 1314.
Os membros do Soberano Capítulo da Águia Negra, estariam ligados aos Iluminados de Avignon, dirigidos por Dom Pernety, este, tinha contato com a Estrita Observância Templária, na Alemanha e provavelmente também com Dom Martinez de Pasqually e por seu intermédio, possivelmente, foi que Willermoz conheceu Pasqually e que se tornou Delegado Geral da Estrita Observância Templária para a região de Lyon.
Com a aprovação da grande loja da França, os maçons de Lyon desenvolveram seus trabalhos sob o comando de sua própria Grande Loja, Willermoz deixou o Grão-Mestrado em 1763, tornando-se simples Guarda-selos e Arquivista, nunca deixou de exercer alguma função na Maçonaria.
Willermoz acreditava, desde a sua primeira admissão na Maçonaria, que Ela detinha o conhecimento de um objetivo possível e capaz de satisfazer o homem honesto. Trabalhos e estudos por mais de vinte anos, uma correspondência particular intensa com os Irmãos mais instruídos da França e do exterior e os arquivos da Ordem em Lyon, forneceram-lhe os meios para encontrar os inúmeros sistemas, alguns mais singulares que os outros.
Willermoz era em primeiro lugar, um discípulo esforçado, dedicado aos estudos, em segundo, foi um grande organizador de sistemas iniciáticos, grande pesquisador, ativo e prático; pela relação com Dom Pernety, deu uma impregnação alquímica ao seu sistema maçônico cujo objetivo era alcançar a iluminação e realizar a Grande Obra.
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